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9.2.07
Onde está a humanidade?
Em tempos não tão remotos assim, lá pelos idos dos anos 50, os famosos anos dourados, um filme foi, no Brasil, intitulado "Assim caminha a Humanidade". E a humanidade continuou caminhando em seu caminho tresloucado e sinistro, até no final da década de 70, 1979 para ser preciso, derramar-se no mar da barbárie com Mel Gibson em Mad Max, sinistro filme que traz para o presente das telas de cinema um futuro de selvageria que já estava perdido no passado. Agora porém, após tanto caminhar a humanidade se encontra diante de uma encruzilhada na qual deve decidir para onde vai. Em um momento em que a humanidade perde-se cada vez mais na investigação de crimes incrívelmente hediondos, com a realidade imitando a tv e o cinema. Como em alguns outros filmes já passados, a muito tempo a ficção saiu das telas de cinema e invadiu a realidade com seus crimes e selvageria deixando de ser apenas uma mórbida fonte de lucro e tornado-se palpável. Particularmente nós cariocas e os brasileiros como um todos estamos impactados, chocados e traumatizados hoje com um dos mais recentes atos de selvageria insana praticado em nossa cidade. Um menino na inocência dos seus seis anos de idade arrastado até a morte preso do lado de fora de um carro por cêrca de sete quilometros, cena que parece extraída de Mad Max ou de Laranja Mecânica, mas que tristemente é a realidade dos dias e noites do cidadão do Rio de Janeiro. Como reflexo de uma realidade tão cruenta e tão cinematográfica em suas tragédias, mas infelizmente sem dublês em nossos lugares, muitos perguntam "Onde está Deus?", sem se dar conta de que Deus não se moveu, não se mexeu, não se afastou. A humanidade é que se afastou de Deus a muito tempo e assim caminha a humanidade, sem se aperceber, cada vez para mais longe de Deus, correndo o risco de não energar a tempo aquela famosa placa de desenho animado onde está sempre escrito "Sua última chance, volte agora ou nunca mais." Que nesse momento de tristeza, dor e luto, possamos estar pedindo a Deus para confortar e conformar a família atingida pela insana tragédia e rogar a Ele para que nós como criaturas de Deus nos arrependamos enquanto há tempo e misericórdia para nossas vidas.
7.2.07
Rio Body Count.
Dia bonito, ensolarado, dois cidadãos em uma praça conversam sobre a vida, o tempo e as manchetes do jornal. Um deles comenta sobre o confronto entre os três poderes da República. O outro indivíduo retruca informando-o que onde ele mora os poderes são outros, muito mais fortes e violentos. Um legisla, outro julga e o terceiro executa, sendo que o jornal que está em sua mão fala sobre o confronto entre traficantes, milícias e polícia. Isso está retratado em charge que mostra bem a situação que vive a população em várias comunidades do Rio de Janeiro. Em outra charge vemos durante a noite um mar de barracos, chuva de balas voando na escuridão da noite e em um deles a tv ligada passa um comercial das Forças Armadas, "Jovem, se completar 18 anos aliste-se!". Escutamos então um jovem morador do barraco falando " Taí, pra quem tá cansado de guerra, o Exército é uma opção segura." O título dessa última charge é Plano de Fuga, mas o que nós vemos é que o cidadão carioca encontra-se realmente num beco sem saída, sem como e para onde fugir. Não é sem razão que o Rio agora conta com um placar para a contagem de corpos de pessoas assassinados na cidade e do primeiro dia de fevereiro ate hoje contabiliza 70 mortos. Haja visto, lido e ouvido todos os fatos, o último a sair apague a luz do aeroporto, por favor.
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