24.11.06
Olha o Alce aí minha gente!
21.11.06
É só TZão!
É a tensão da intenção.
Na pressão do tesão.
Sem atenção
ou compreensão.
É só "amorzão".
Na pressão do tesáo.
Sem maturação
ou apreensão.
É só "paixão".
Na tensão do tesão.
Sem preparação
ou avaliação.
É só coração.
Na tensão do tesão.
Sem visão
ou mera premonição.
É só ralação.
Na tensão do tesão.
No fogo do garotão,
no aconchego da escuridão,
no atrito do colchão.
Na pressão do tesão.
No jogo de sedução,
do corpo de violão,
no rala e rola do salão.
Na pressão do tesão.
É a tesão do garanhão.
É a tesão do comichão.
É a tesão do cabeção.
É a tesão do meninão.
É a tesão do leão.
Na tensão do tesão.
Na pressão da intenção.
Após um tempão de tesão e tentação,
é o fim da relação.
É o fim da menstruação,
começo de um problemão,
na pressão do tesão sem intenção.
Autor: Kleverson
Livre para voar e beijar.
com gosto de casquinha
de sorvete de fruta, adocicado.
Boquinha macia, lábios sedosos,
marcados em tua carinha.
Beijinho suave e carinhoso.
Doces lábios que se abrem
e com teu sorriso de gatinha,
mostram dentes que me mordem.
Mordidinhas com sabor de pimenta,
que me acendem como fogo,
mesmo depois dos quarenta.
Bicotas com sabor de paixão
e o forte tempero do teu jogo,
leve e solta em minhas mãos.
Sinto o doce sabor do teu amor,
doce fruto, tenro e aveludado,
sol de vida e calor.
Beijinho desfrutado,
não roubado, não dado.
Porém,
entretanto,
contudo,
todavia,
libertado.
Em eterna via,
caminho à liberdade.
livre para amar
e ser amada.
Tu és livre,
tua boquinha está liberta
do cárcere
da falta de paixão,
das bocas não abertas,
gaiola e prisão.
Colibri que me leva a voar
com o néctar do teu biquinho.
Me levas às nuvens,
me amas no céu e moras comigo no paraíso.
Autor: Kleverson
18.11.06
Salamandra de fogo.
seus braços se enroscam em mim.
Luto, esbravejo, me debato, reluto,
por mais que tente, sou vencido.
Cada molécula do meu ser,
cada célula da minha vida,
está ligada a você, entrelaçada definitivamente.
Sinto-me preso, interligado,
com a alma atrelada a ti.
Ondulante e serpenteante criatura,
chama gélida que me incendeia.
Capturado por seus olhos hipnóticos,
vago em círculos ondulantes,
como serpente sob o olhar de um lagarto.
Afasto-me, me aproximo, silenciosamente...
Inflamado por suas pupilas vermelhas,
frias, geladas como o sol ártico.
Paralisado pelo frio prazer,
sinto as pontas de sua língua em minha boca,
beijos de uma salamandra afogueada.
Queimando em seus membros friso,
que me pressionam e me marcam,
fogo que me queima.
Não sei o motivo, só sei que te amo,
sob esse sol de pálido azul.
Como também sei que nunca mais verei
as verdes colinas da Terra....
Autor: Kleverson
Missing.
Desapareço, escondo-me,
afasto-me, isolo-me.
Nunca, never, forever.
Jamais, eternamente,
desaparecido.
Até que a morte,
que nos separa,
nos una..., novamente.
Definitivamente...
Infinitamente...
Desaparecido.
Autor: Kleverson
Sombras na noite.
de abismos profundos,
que abre portas trancadas
em priscas eras.
Sombras fechadas,
acorrentadas na solidão
de janelas escuras,
abertas no além.
Aprisionadas,
enjauladas
em túmulos vazios,
em lápides riscadas.
Sombras na noite,
passos silenciosos,
gargantas rasgadas,
dentes brancos...
ensanguentados.
Autor: Kleverson
Chove em cima..., de mim.
chuva constante,
que não para.
Não para de cair,
de escorrer.
Cair sobre mim,
em minha cabeça.
Correndo sobre meu corpo,
descendo,
deslizando,
em minha pele.
Escorrendo sobre meus ossos,
diluindo meus fluidos,
me derretendo,
misturando-me,
com ela.
Levando-me,
lavando-me,
com ela.
Autor: Kleverson
16.11.06
Lugares e pessoas.
Existem lugares que são lugares comuns, algumas vezes lugares que não são percebidos na história ou até mesmo na geografia de uma cidade. Porém em contrapartida existem pessoas que são especiais e consequentemente tornam um lugar, por mais comum que seja, em um local especial, de destaque, fora do mapa. Nesses locais muitas vezes moram pessoas que nos são queridas, as quais chamamos de amigos, pessoas que apesar das disavenças, brigas e possíveis diferenças que porventura existam colocam qualquer local sob o foco de centenas de satélites. Podemos nos aborrecer com os amigos, brigar com os inimigos, mas aqueles com quem não nos importamos, não chegamos nem ao ponto de brigarmos, esses não existem. Abraços e beijos a todos os amigos.
8.11.06
O Fim
terra que nos sustenta.
Pisamos, andamos, caminhamos...
na terra.
Vivemos, moramos, habitamos...
na terra.
Amarela, vermelha, negra,
roxa, marrom, cinza...
terra.
Terra que nos alimenta,
produzindo vida.
Vida que morre,
para vivermos nossa vida.
Areia, argila, barro,
tabatinga, turfa, aluvião...
terra.
Solo, substrato, geo,
earth, gaia, ground...
terra.
Terra que nos recolhe,
nos recebe em seu seio.
Seus braços frios que nos recolhem
em nosso derradeiro repouso.
Leito final para nosso sono,
onde descansamos em paz.
Aquela que nos enterra,
nos soterra em suas entranhas,
acolhendo sonhos e pesadelos,
passado e futuro,
presente e esperanças,
tudo termina em seu abraço.
Após os créditos finais,
qualquer que seja a duração
do filme de nossa vida
aqui...
na terra,
sempre se apresenta
a derradeira plaquinha que mostra...
The End!
7.11.06
Olhar nos olhos, olho no olho.
que te sondam,
te buscasm,
te perscrutam.
Olhos que te dilaceram,
olhar perfurante
como faca lancinante.
Olhos ambíguos mas sensíveis.
Olhos de mel,
olhar doce e cativante.
Olhar que tempera o ambiente.
Olhos de mulher,
olhar de menina.
Olhar que te atrai
e te prende.
Afinal...,
esse é o olhar,
esses são os olhos,
de Marisa.
Autor: Kleverson
06.11.06
6.11.06
20.10.06
Menina mulher, mulher menina !
30.9.06
O Império do Fastfood ou liberdade para comer!
" A sociedade está muito preocupada com dinheiro. Quando achamos que as porções servidas são pequenas nos sentimos explorados. "
Jaime Schwartz
Ainda citando a autora, ela nos alerta para o fato de que "precisamos começar a a consertar nossa noção do que é uma porção típica e começar a ouvir o nosso estomago, e não os nossos olhos para determinar quanto abaixar o garfo."
Vou mais além, devemos deixar de ouvir os donos dos restaurantes e lanchonetes que só querem lançar suas mandíbulas ávidas e famintas sobre nossos suculentos maços de notas para cada dia mais aumentar seus gordos e pançudos lucros, pouco se lixando para a saúde de cada um de nós. No Brasil da macaxeira e da batata doce a coisa não vai muito longe, como nos lembra Liane Quinanilha, nutricionista do Centro Médico Richet:
" O tamanho dos pratos dos restaurantes a quilo aumentou para induzir as pessoas a comerem mais e em fast foods as promoções sempre são em tamanho grande "
Isso me lembra a propaganda do chocolate Baton, "compre e coma mais", sendo que somos hipnotizados para a cada dia mais comermos porções maiores, mais calóricas, mais caras para nós e lucrativas para eles. A reportagem continua nos alertando, informando algo que todos nós já experimentamos:
"Alem das promoções com grandes quantidades de comida, outros estímulos incentivam as pessoas a comerem mais. É comum a possibilidade oferecida por atendentes em restaurantes de aumentar o sanduíche ou participar de promoções, como a compre oito pasteís e ganhe um sorvete, da rede Habib's.
Procurados pelo JB, as redes de fast food negaram que suas porções tenham aumentado"
Não entre mais nessa manipulação, recuse ser manipulado em sua alimentação como um animal a ser engordado e destinado ao matadouro. Coma o que você precisa para se alimentar, na quantidade que desejar e quando desejar. Não digo para você não comer sanduíches, afinal alguns são deliciosos, mas sim para que você seja o controlador de sua boca e seu estomago, declare sua independência gastrônomica.
Na contramão da comida rápida, o fast food, mastigada e engolida as pressas, já existe em vários países o movimento slow food, cujo objetivo é valorizar e defender os prazeres de uma boa refeição, não só no que se relaciona a qualidade do alimento mas também no que se refere ao convívio social de um bom jantar ou almoço. Movimento esse que se reflete também em outras atividades,tais como o " lava lento", lembrando-nos que nem tudo que é rápido é melhor, pois como nos diz o ditado, a pressa é inimiga da refeição.
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16.9.06
Mula
15.9.06
Lar Doce Lar, Home Sweet Home.

perfumes de flores e brisa suave.
Vida transbordando em liberdade,
que voa no céu azul,
nada nas profundezas
ou move-se no meio
do verde intenso
de vegetais
exuberantes.
As belas ilhas do Caribe
ou do Pcífico,
Martinica, Taiti ou Hawai.
Beleza, Vida e Liberdade.
Desloco-me, afasto-me
desta bolinha azul e verde.
Enmcontro-me no negro vácuo
sideral espaço universal.
Embora não haja côr,
som ar ou companhia
palpável e sensível,
continuam a existir
Vida, Beleza e Liberdade.
Sinto palpitar a minha volta
suas emanações cósmicas.
Amplio minha percepção,
torno-me sentidos puros.
Sinto o crepitar de milhões de sóis,
a inundar-me com sua energia.
Movimento-me no tempo, em sua corrente.
Percorro os corredores do passado.
Escuto... Uma ode à Vida, à Beleza e à Liberdade.
O desenrolar da existência
de povos e raças.
Seu nascimento, suas vida e...
o fim de sua caminhada.
Volto à Terra !
Earth, Wind and Sea,
Pueblo de Las Palomas,
Persona grata,
Oui, Mademoisele,
Arigatô, mëin Göth !
Kiev, Bagdá ou Salvador.
Mundo de retalhos,
retalhos unidos.
Earth, the green world.
Home sweet home.
The world of a dream.
Sayonará !
Retorno, entrego-me ao silêncio.
Sinto a beleza da solidão.
Vejo um mundo, nuvens e mares.
Quase ouço uma voz a me dizer:
-- Já era tempo de voltares !
Novos e vibrantes sons,
sons de tempestades e trovões.
Estou frio de paixões.
Mas novamente me aqueço,
sinto-me afogueado pela juventude.
Eu nunca te esqueci,
Earth sweet earth....
Das dezenas de mundos que pisei,
eu te quero,
a ti voltei.
Tu és pó e ao pó voltarás,
pó ao pó darás.
Eu sou teu !
Pertenço as verdes colinas da Terra !
Escrito em 28.01.82
del.ico.us tags: Terra vida beleza liberdade morte ao pó voltarás
Ecologia ou sobreviver.

João sem nome.
p'ra não perder o trem.
De marmita na mão,
sempre correndo ele vem.
Arroz, ovo e feijão,
a marmita dele tem.
Bife, peixe e galinha não,
pois dinheiro só no mês que vem.
Ao chegar na construção,
no andaime ele sobe.
De ferramenta na mão,
pois trabalhar é a vida do pobre.
Na hora da saída,
no meio da multidão.
Logo todos de partida,
lá vai João de roldão.
Na Central do Brasil,
p'ra pegar o marmitão,
só correndo a mil.
E apertado vai João...
Em casa no portão,
ao abrir a fechadura,
dá de cara com o ladrão,
que lhe rouba até a dentadura.
Ao pensar na situação,
sabe ele que de agora em diante,
a vida segue na contramão,
pois já não é mais um retirante.
Escrito em 02.10.81
11.9.06
Aromas
Aromas Cheiros Odores
Perfumes Fedores Fragâncias
Aromas de especiarias de
terras distantes.
Cheiro de terra molhada
na caatinga.
Odor de um passado
distante.
Perfume de um presente
não tão distante, poucos
centímetros e uma
paixão.
Fedor de vidas sujas e
não passadas a limpo.
Fragâncias de pequenos
momentos de vida em
crescimento.
Vidas em direção a
aromas de terras não
tão distantes,
com cheiro e súor
de novas peles e novas
sensações.
Odor de exóticas madeiras,
perfume de cores em
flores alienígenas a
nossos sentidos.
Fedor de novas mortes
e novos mortos.
Fragâncias de corpos
humanos no sexo,
espíritos sem cheiro
em corpos suarentos,
envólucros malcheirosos com
pretéritos odores perdidos
na memória.
Em todos os continentes
do mundo, em todos os mundos
das estrelas ande
o homem chegar,
na vida e na morte,
seus aromas o
seguirão.
A vida tem o cheiro
da morte,
a morte o aroma
da vida...
que se foi.
Autor: kleverson![]()
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Compartilhando conhecimento
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